Um médico clínico-geral de São Bento do Sul, no Norte de Santa Catarina, foi condenado a oito anos e dez meses de prisão em regime fechado por violação sexual mediante fraude. O profissional foi considerado culpado por abusar de seis pacientes durante atendimentos em uma clínica particular, aproveitando-se da posição de confiança e da vulnerabilidade das vítimas. Segundo a denúncia, os crimes ocorreram entre maio de 2019 e fevereiro de 2020. Os relatos apontam que o médico realizava toques íntimos sem justificativa médica e exigia que as pacientes retirassem as roupas sob pretextos infundados, mesmo em casos em que não havia necessidade, como queixas de dores estomacais e exames de rotina. Além da pena de reclusão, ele também foi condenado a pagar uma indenização de R$ 10 mil a cada uma das vítimas por danos morais. O caso tramita em segredo de Justiça, e a defesa do réu não foi localizada. A juíza responsável pela sentença destacou que as vítimas descreveram condutas incompatíveis com o que se espera de uma consulta médica. "Mesmo sem conhecimento técnico, qualquer pessoa sabe que certos procedimentos não fazem parte de um exame clínico padrão", escreveu a magistrada. A promotora de Justiça Gabriela Arenhart, da 2ª Promotoria de Justiça de São Bento do Sul, ressaltou a importância da decisão. "Essa condenação é um passo essencial para garantir justiça às vítimas e reforça a necessidade de responsabilização em casos de abuso de poder e violação da dignidade humana", afirmou. O processo ainda cabe recurso.