Uma audiência pública foi convocada com urgência à pedido do vereador Zaga Reis na câmara de vereadores de Tubarão para discutir problemas no projeto da rodovia Aggeu Medeiros, especificamente na comunidade da Madre em Tubarão. Com a execução da obra, o nível da pista em certos pontos é baixo e contenções que haviam ao redor da estrada foram removidas. Desta forma, em caso de transbordamento do rio Tubarão as águas podem passar facilmente sobre a Aggeu Medeiros e afetar, inclusive, bairros como a Passagem e a Comunidade da Comasa. O morador e empresário, Tiago Gaulês falou sobre os problemas que a obra podem causar: "Foram retirados os barrancos para alargar a pista. No entanto, eram esses barrancos que protegiam contra as inundações. São aproximadamente 6 quilômetros da estrada em uma cota extremamente baixa", afirma Gaulês. Ele ainda pontuou que uma das opções é a construção de um dique lateral, no entanto, vários entraves inviabilizam a execução da obra de urgência.
O presidente da câmara de vereadores, Gelson Bento, falou sobre a importância da discussão: "A audiência pública foi aprovada por todos os vereadores. A questão da Rodovia Aggeu Medeiros, há uma exigência de que seja elevado o nível da rodovia. Com as manutenções da rodovia sempre com raspagem do material, ao longo dos anos foi diminuindo o seu nível".
O presidente da Copagro, Dionídio Bressan Lemos, também comentou sobre a obra: "Infelizmente quem elaborou o projeto, não fez como deveria. Se alguém hoje está justificando que estrada não é dique, nós podemos inverter a colocação: dique não é estrada. Se aproveitaram do dique que foi construído para a contenção de cheias para construir a estrada".
Vários representantes das comunidades, empresários e lideranças participaram da audiência. Foi cobrada a representatividade dos deputados da região, para que olhem para as alternativas possíveis. Foram levantadas as hipóteses de paralização da obra, para garantir a segurança da população ou então a garantia da construção de novos diques ao longo dos cinco quilômetros mais baixos da via. Foram convidados representantes do governo estadual e do CIM-Amurel, mas não houveram representantes destes órgãos na reunião.